Rumo ao mundial
Começa na calçada da sua rua, contra o vizinho de nove anos. Termina em Tóquio, contra quem tem quatro títulos mundiais. No meio tem o Seu Bilé, que joga isso em papel de pão desde os anos setenta, e mais 198 pessoas.
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Quem fizer mais, vence. É o jogo da última página do caderno: a regra cabe em duas frases e a partida costuma virar no último traço.
O que tem dentro
Começa na calçada da sua rua, contra o vizinho de nove anos. Termina em Tóquio, contra quem tem quatro títulos mundiais. No meio tem o Seu Bilé, que joga isso em papel de pão desde os anos setenta, e mais 198 pessoas.
Andares gerados, cada vez mais duros, sem fim. Um chefe a cada dez. Perder derruba a subida inteira e só o recorde fica.
Dois jogadores, um celular, sem conta nenhuma. Do tamanho de tabuleiro que vocês quiserem.
Pela internet, com placar e relógio. Entrar com o Google serve para isso, e só para isso.
O tabuleiro
A grade não fica parada nas 200 fases. Primeiro aparecem buracos: quadrados que não existem e desviam as cadeias. Depois paredes, traços que já vêm fechados e não são de ninguém. Depois os quadrados de ouro, que valem três em vez de um. A partir daí compensa entregar dois para tomar um.
Perto do fim entra o relógio. Até ali dava para contar a cadeia com calma.
Sem pegadinha
O jogo inteiro funciona sem internet e sem login. Não tem energia para esperar, não tem moeda para comprar, não tem chat.
A conta do Google serve para duas coisas: jogar contra um amigo pela internet e levar o progresso para outro aparelho. Quem não quiser joga como convidado. As 200 fases, a torre e os dois jogadores no mesmo aparelho continuam inteiros.
Tem anúncio, e ele fica no menu, entre partidas. Nunca no meio de uma.